Chega mais, vamos conversar. Eu preciso falar algo que venho pensando já faz algum tempo e que agora, nesse espaço, encontro a chance de finalmente colocar para fora. Será que você poderia me ouvir, pelo menos um pouco? Então se sente, se faça confortável e me ouça com atenção.
Eu sei que tenho essa grande mania, quase que incontrolável, de me desfazer em palavras e apenas soltá-las sem sequer pensar mais que um segundo sobre elas. E eu sei que isso pode te irritar um pouco, mas me faça apenas esse favor porque eu preciso falar sobre isso hoje. Eu necessito falar... Afinal, todo lugar é lugar para escrever?
Eu sei, acabei exagerando um pouco no drama com essa introdução. Mas vocês já me conhecem e sabem dos meus excessos, então peço que relevem. Mas não pense você que somente por isso não levo a sério o tema de hoje. Na verdade, ando considerando cada vez mais importante para toda uma construção de uma história.
Mas vamos lá, sem mais delongas e enrolação. O que que quero saber de você hoje, caro aspirante a escritor, é se você possui algum lugar para chamar de seu? Isso é, existe algum cantinho aí que você considera especial para escrever?
De início, essa questão pode parecer tola e muito irrelevante, mas suspeito que não seja assim tão simples.
Termos um lugar especial, somente nosso por algumas horas, para que desse modo possamos nos entregar a beleza da escrita é extremamente necessário. Afinal, não existe como dar construção a nada sem paz e plenitude. Então, como seria possível então escrever histórias mirabolantes em meio ao caos que geralmente é nossas casas.
Não há como nos concentrarmos e nos conectarmos com a história que clama por ser escrita, se a todo momento somos interrompidos por cachorro, periquito e papagaio. Como poderemos enfim mergulharmos naquele universo que nos solicita plena atenção para que possamos criá-lo, sem a mínima concentração?
Por isso, hoje além de refletirmos sobre essa tão importante questão, peço também para que cada um de vocês que agora me leem também pensem em como transformar isso em realidade. Ou seja, pensem em qual canto da sua casa costuma ficar um tanto isolado por algumas horas e reclame-o como seu. Tome posse desse local e faça ali morada, pelo menos enquanto seus personagens sussurram aos vossos ouvidos histórias mirabolantes nunca antes vistas, nunca antes lidas.
Por hoje me despeço, mas deixo convosco essa missão: de se apossar de um local só seu. Afinal, nem todo lugar é lugar. Mas toda hora é hora. De escrever.
Gostei muito da forma de como fez o post, geralmente eu escrevo na horas noturnas 21h às 23h, até porque é onde há silêncio por aqui e porque sou noturna, meu canto sempre foi na escrivaninha ou na minha, ou seja, o quarto é o meu local da escrita.
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